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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

DESPREPARO




A execução de um brasileiro na Indonésia, condenado à pena de morte, põe a nu mais uma vez o total despreparo da senhora presidente para haver-se com as coisas de estado. Interceder em favor do apenado foi a parte certa do envolvimento presidencial. Afinal, por não termos pena de morte, plausível o pedido de que a punição fosse abrandada para tempo de reclusão. Afora a natural solidariedade a um nacional a que está legitimado um presidente, eis que nenhuma voz acima da sua poderia ser de maior valia em tão dramática circunstância.
O mingau desandou quando o governo indonésio negou o pedido. Tomando a negativa como revés pessoal, quase afronta, a presidente, de forma atrevida, partiu para a ameaça, aludindo a uma sombra sobre as relações entre os dois países. Sombra? Represálias? Em que campo? Cultural? Econômico? Militar quem sabe? Até crianças do jardim sabem que a estupidez palaciana fere cruelmente a mais primária noção de respeito à soberania das nações.


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