A execução de um
brasileiro na Indonésia, condenado à pena de morte, põe a nu mais uma vez o
total despreparo da senhora presidente para haver-se com as coisas de estado.
Interceder em favor do apenado foi a parte certa do envolvimento presidencial.
Afinal, por não termos pena de morte, plausível o pedido de que a punição fosse
abrandada para tempo de reclusão. Afora a natural solidariedade a um nacional a
que está legitimado um presidente, eis que nenhuma voz acima da sua poderia ser
de maior valia em tão dramática circunstância.
O mingau desandou
quando o governo indonésio negou o pedido. Tomando a negativa como revés pessoal,
quase afronta, a presidente, de forma atrevida, partiu para a ameaça, aludindo
a uma sombra sobre as relações entre os dois países. Sombra? Represálias? Em
que campo? Cultural? Econômico? Militar quem sabe? Até crianças do jardim sabem
que a estupidez palaciana fere cruelmente a mais primária noção de respeito à
soberania das nações.
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