João Bosco Abero é advogado e escritor. Participa aos sábados do Programa Visão Geral da Rádio Cultura de Bagé, com comentários sobre política e assuntos gerais.
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
DE QUEM DEVEMOS ROUBAR?
Dos pobres, naturalmente. Eles não têm cercas, nem
cachorros loucos, nem serviços de segurança. Já para assaltar bancos, carretas
nas estradas, grandes mansões, necessita-se de muito capital e tecnologia;
coisa que não está ao alcance de qualquer um.
Nada pode existir mais cínico e criminoso do que a arenga
esquerdista de que o fortalecimento da repressão aos bandidos é uma política
voltada à perseguição dos pobres. Trata-se de leitura estúpida, herdada dos
velhos manuais bolcheviques, segundo a qual o Estado é um ente de classe. A
serviço dos ricos, no capitalismo, dos pobres no paraíso socialista. Trata-se
de vulgaridade leninista que se já era tola, pelo simplismo esquemático, em
1917, imagine-se agora, em 2014. Agora que a memória dos paraísos está exposta
à visitação pública, e, se visitada, recomenda-se não levar crianças.
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