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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

DE QUEM DEVEMOS ROUBAR?

Dos pobres, naturalmente. Eles não têm cercas, nem cachorros loucos, nem serviços de segurança. Já para assaltar bancos, carretas nas estradas, grandes mansões, necessita-se de muito capital e tecnologia; coisa que não está ao alcance de qualquer um.
Nada pode existir mais cínico e criminoso do que a arenga esquerdista de que o fortalecimento da repressão aos bandidos é uma política voltada à perseguição dos pobres. Trata-se de leitura estúpida, herdada dos velhos manuais bolcheviques, segundo a qual o Estado é um ente de classe. A serviço dos ricos, no capitalismo, dos pobres no paraíso socialista. Trata-se de vulgaridade leninista que se já era tola, pelo simplismo esquemático, em 1917, imagine-se agora, em 2014. Agora que a memória dos paraísos está exposta à visitação pública, e, se visitada, recomenda-se não levar crianças.

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