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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

SINAIS

É hoje em dia muito nítida a influência dos sinais emitidos desde as culminâncias do poder no desenrolar dos acontecimentos do meio político. Dando-se por incontroverso que a base aliada que se formou para respaldar o lulopetismo no parlamento tem como único fator de coesão a prática da corrupção em todas as suas variáveis, qualquer consigna vinda do alto, no sentido da moralização, soa como sinal de alarme.
A ratazana se alvoroça: O quê? Cortar despesas? Demitir CCs? Extinguir ministérios? Suspender obras? Investigar contratos? Querem nos ferrar!
Inútil tentar apagar incêndio com água em saquinhos. É que os ductos pelos quais se emitem os sinais são midiáticos. As mensagens tranquilizadoras, garantindo que é tudo mentirinha, serão secretas e boca-a-boca.
Como a emissão de sinais de probidade, por pressão da opinião pública, torna-se imperiosa, pode ser observado um contínuo e incansável processo de erosão e desagregação das forças populistas.

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