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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

FIM



O fim do lulopetismo chegou. Desnecessária alta indagação sobre as causas. O dinheiro acabou e era com base nele que se sustentava aquilo a que melhor se ajusta o nome de farsa que de governo. Anos, mais do que uma década, a economia global, em alta, propiciou que se formasse razoável acúmulo de recursos, graças à boa base forjada pelo Plano Real. Havia um porquinho recheado sobre a mesa.
O salto dado pela estabilização, contudo, não tivera a força de mudar o padrão social. Estávamos, ainda, por razões históricas, num estágio muito atrasado do processo político. O vírus populista atacou, alastrou-se, e por fim tomou conta. Seu principal senão único combustível é, tenhamos bem presente, o dinheiro. Com ele criam-se infinitos cargos, com ele distribuem-se bondades sem olhar para o lado, com ele pagam-se obras superfaturadas, com ele faz-se rolar dinheiro fácil nos mais imaginosos tipos de crediário. A lista de distorções é bem maior. Paro por temor ao fastio.
A retórica fácil, o frasismo de almanaque, o blablabá de auditório, podem muito, ninguém duvide. Mas não podem tudo. Tal como na vela a chama depende do sebo, depende o populismo das burras do tesouro. Estas se finaram pelo muito tirar e pouco repor. A chama bruxuleia, vive seus últimos momentos, a retórica soa como eco perdido que já não se sabe direito de onde vem.

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