O fim do lulopetismo chegou.
Desnecessária alta indagação sobre as causas. O dinheiro acabou e era com base
nele que se sustentava aquilo a que melhor se ajusta o nome de farsa que de
governo. Anos, mais do que uma década, a economia global, em alta, propiciou
que se formasse razoável acúmulo de recursos, graças à boa base forjada pelo
Plano Real. Havia um porquinho recheado sobre a mesa.
O salto dado pela estabilização,
contudo, não tivera a força de mudar o padrão social. Estávamos, ainda, por razões
históricas, num estágio muito atrasado do processo político. O vírus populista
atacou, alastrou-se, e por fim tomou conta. Seu principal senão único
combustível é, tenhamos bem presente, o dinheiro. Com ele criam-se infinitos
cargos, com ele distribuem-se bondades sem olhar para o lado, com ele pagam-se
obras superfaturadas, com ele faz-se rolar dinheiro fácil nos mais imaginosos
tipos de crediário. A lista de distorções é bem maior. Paro por temor ao
fastio.
A retórica fácil, o frasismo de
almanaque, o blablabá de auditório, podem muito, ninguém duvide. Mas não podem
tudo. Tal como na vela a chama depende do sebo, depende o populismo das burras
do tesouro. Estas se finaram pelo muito tirar e pouco repor. A chama bruxuleia,
vive seus últimos momentos, a retórica soa como eco perdido que já não se sabe
direito de onde vem.
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