Uma tonelada de camarão, cerca de 900 aves,
10000 litros de cerveja, 304 caixas de vinho, afora montanha de doces e
gelados, eis a comilança, consumida ou desperdiçada, na festa que a
monarquia promoveu seis dias antes de morrer. Por cenário a aprazível
Ilha Fiscal, na baía da Guanabara, frontal ao Centro Histórico da então
capital da monarquia.
A “base aliada” erigida em nome da “governabilidade” não realiza propriamente um baile nestes dias. O botim que capturou do erário público está disperso em múltiplos convescotes e demonstrações explícitas de ostentação: mansões, carrões, iates, haras, enfim, em tudo que costumeiramente exibe-se a abastança. Mas nem porque não haja uma ilha, um baile, há de perder-se a comparação. Tal como a ausência de percepção que revelava a Corte quando o vulcão abaixo de si já expelia as primeiras lavas, a trupe palaciana assombra a nação, produzindo a mais irreal avalanche de despropósitos, declarações e medidas de que se tem notícia.
A “base aliada” erigida em nome da “governabilidade” não realiza propriamente um baile nestes dias. O botim que capturou do erário público está disperso em múltiplos convescotes e demonstrações explícitas de ostentação: mansões, carrões, iates, haras, enfim, em tudo que costumeiramente exibe-se a abastança. Mas nem porque não haja uma ilha, um baile, há de perder-se a comparação. Tal como a ausência de percepção que revelava a Corte quando o vulcão abaixo de si já expelia as primeiras lavas, a trupe palaciana assombra a nação, produzindo a mais irreal avalanche de despropósitos, declarações e medidas de que se tem notícia.
Como se a
operação Lava Jato estivesse a ocorrer no século passado ou na
Polinésia, o aliado Marco Maia pespega-nos relatório em que os jerarcas
das empreiteiras e da Petrobras poderiam ser indicados ao Oscar da
honestidade, se o laurel existisse. De outra parte, no parlamento, a
horda populista aprova projeto de lei em que o dito fica por não dito,
onde se deve ler Diogo em lugar de digo e digo onde conste Diogo; onde
seis vale mais do que trinta e seis e, não há exagero, a milenar e
respeitada técnica das partidas dobradas é violentada a fim de que migre
o que era débito para a coluna do crédito. Isso não bastasse, o
inefável Ministro da Justiça, agraciado com título de porquinho pela
mandatária, proclama a inocência da diretoria da Petrobras e, pasmem,
nos assegura que o Governo, cercado no Planalto pela opinião pública e
pelo avanço da investigação, não deixará pedra sobre pedra na apuração
dos crimes contra o patrimônio público.
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