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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A AMORALIDADE E SEUS TRUQUES - publicado no facebook nesta data.

Há publicistas que se abrigam no doce útero da imparcialidade para, condenando gregos e troianos, disfrutarem da mornidão confortadora, semideuses, acima do bem, acima do mal, clarividentes, enquanto nós outros, trouxas, nos deixamos conduzir senão por gregos, por troianos. Apontam os desatinos da esquerda, para, ato contínuo, vergastar os desvios da direita, deixando tênue viés de que os aloprados, ao menos, favorecem os pobres.
Não sei, nem cabe aqui investigar, se de canalhice ou de burrice estamos a tratar. Mesmo porque uma ou outra ou ambas as possibilidades podem estar presentes, dependendo do sujeito em foco. O quê, quem, que coisa lhes permite dividir-nos em prosélitos de gregos ou troianos? Em que mínimo grau o roubo do troiano diminui o do grego?
Claro, claríssimo como a luz do dia, é que ao cidadão nada importa saber a que grei pertence o larápio, muito menos sua inclinação ideológica. Palmar que lhe chame a atenção o roubo mais recente, solar que o maior mais do que o menor. O que se extrai por fim desses luminares que pairam acima da indignação da plebe, é um nocivo respaldo à ladroagem, ao semear o desânimo, a descrença no esforço da nação que se expressa na ação da polícia, do MP, da imprensa, do judiciário e, mais do que tudo, na nossa ira sagrada contra os saqueadores do dinheiro público.

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