O PT enfrenta ressaca antes do término da festa. Acena com
campanha de volta à ética que ostentou na infância sem que sua cúpula corrupta
seja ofendida, quanto mais removida. Assim não dá, dizia Fernando Henrique,
naqueles saudosos tempos. É infantil não perceber que a força do discurso
moralizante é uma quando oposição e outra quando governo. No primeiro caso
esbraveja-se contra os ladrões, no segundo, com eles sentados à mesa, antes do
discurso impõe-se o porrete.
Os comediantes sentem-se constrangidos quando veem
altos dirigentes do partido, em cargos relevantes, condenar atentados ao
dinheiro público. Nada menos que Lula, pai e mãe do projeto de partilha de
ministérios e postos, verdadeira matriz da corrupção reinante, conclamando a
companheirada a erguer a cabeça a afirmar que nunca como agora se combateu a
corrupção.
No clássico Satirycon de Petrônio, Trimalchão,
ricaço romano, oferece jantar em que luxúria e gula reinam desgovernadas.
Cupidez e ambição nas estatais chegam ao delírio e não é crível que entre os
convivas surjam líderes da limpeza. Das instituições, MP, polícia, juízes,
imprensa, de nós outros vem toda a esperança.
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