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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

JANTAR DE TRIMALCHÃO



O PT enfrenta ressaca antes do término da festa. Acena com campanha de volta à ética que ostentou na infância sem que sua cúpula corrupta seja ofendida, quanto mais removida. Assim não dá, dizia Fernando Henrique, naqueles saudosos tempos. É infantil não perceber que a força do discurso moralizante é uma quando oposição e outra quando governo. No primeiro caso esbraveja-se contra os ladrões, no segundo, com eles sentados à mesa, antes do discurso impõe-se o porrete.
Os comediantes sentem-se constrangidos quando veem altos dirigentes do partido, em cargos relevantes, condenar atentados ao dinheiro público. Nada menos que Lula, pai e mãe do projeto de partilha de ministérios e postos, verdadeira matriz da corrupção reinante, conclamando a companheirada a erguer a cabeça a afirmar que nunca como agora se combateu a corrupção.
No clássico Satirycon de Petrônio, Trimalchão, ricaço romano, oferece jantar em que luxúria e gula reinam desgovernadas. Cupidez e ambição nas estatais chegam ao delírio e não é crível que entre os convivas surjam líderes da limpeza. Das instituições, MP, polícia, juízes, imprensa, de nós outros vem toda a esperança.



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