Avança o processo de desintegração da base governista, societas criminis montada pelo ex-presidente Lula. Nela foram reunidos inúmeros partidos das mais diversas pelagens cujo único elemento de coesão era o loteamento de cargos. Instituiu-se assim em nosso país uma volta, ainda que grotesca, ao regime feudal. O rei entregava ao nobre, duque, conde ou barão, um feudo para que o explorasse a seu alvedrio. Dependendo da força eleitoral de cada grei, eram distribuídos os ministérios. Alguns pelo sistema de porteira fechada, ou seja, com a totalidade dos cargos. Tão pronto como recebia a carta de propriedade, lançava-se o senhor à faina de saquear. Criava para isso uma alfândega interna, por meio da qual passava a receber tributos de empreiteiras e prestadoras de serviço favorecidas por licitações fraudulentas.
Paradigma do sistema, o Ministério dos Transportes foi o primeiro a desmoronar, não resistindo à erosão constante que a máquina de corrupção vem sofrendo desde os tempos do apocalíptico mensalão.
Ontem seu recém caído titular, retomando assento no senado, fez pronunciamento que em sua quase totalidade merece ser desprezado. Vana verba (palavras vãs) diriam os romanos. Salvo a parte em que afirma ter encontrado majoração de quinze bilhões nos projetos, determinada durante o lapso em que se ausentou para fazer campanha no Amazonas. Entendamos: era titular da pasta interinamente o atual ministro senhor Passos. Quem autorizou a majoração? A ministra da Casa Civil, substituindo a atual presidente que se licenciara para a campanha, era Erenice Guerra.
O ministro Nascimento faz uma clara denúncia. O atual ministro determinou a majoração dos projetos, certamente obedecendo a ordens palacianas, com o único objetivo de obter das empreiteiras recursos para a campanha.
É ingênuo acreditar que a faxina comandada pela presidente possa prosperar por si mesma. Somente o aumento da pressão exercida pelo conjunto de forças que se opõem ao atual descalabro poderá determinar o esfacelamento do esquema. A oposição protocolou ontem pedido de CPI que periclita. O notório corrupto Romero Jucá lançou-se a campo para forçar senadores a retirar assinaturas, o que pode ocorrer até a meia noite de quarta feira. A lista conta com o número mínimo, 27. Já houve duas desistências, uma reconsideração, estamos com 26. A luta continua.
Em tempo: Foram retiradas duas assinaturas e a CPI malogrou. Fica clara a falsidade do Governo em seu propósito de faxinar. Novo requerimento será protocolado. A luta continua.
Dr. Abero, sr. está plajeando o Lula, a luta continua companheiros, rsrs, realmente tem continuar, só os fracos recuam, lembrando faxina, lembro o Pres. Jânio Quadros quando chegou ao poder levou uma franela e um frasco de alcool para limpar a cadeira presidencial.Um forte abraço, estou atento...
ResponderExcluiratt Marinho.
O País governado apenas para reconduzir o ex-presidente novamente para o poder. Quando o Lula colocou a Dilma sabia das dificuldades financeiras e estruturais que ele deixou, também impôs vários ministros, com o decorrer do tempo, o povo de memória fraca e de análise zero, pedirá a volta do pai dos pobres, acreditando que a mãe dos pobres tem de ir para casa cuidar do feijão com arroz.
ResponderExcluir