Há comentaristas que tratam sua audiência ou
círculo de leitores como se fosse um jardim. Abordam os temas com
extremo zelo para que as palavras sejam do agrado do público,
notadamente quando entre alvos de sua análise haja admiradores de seu
trabalho. Não sei se semelhante conduta traz bom resultado pessoal. Mas
não há que se duvidar de que produz uma grande vítima: a verdade.
Pode haver falsidade no que diz ou escreve um pensador, mas jamais poderá faltar sinceridade na sua mente ou no seu coração.
Os sindicatos merecem todo o apreço da cidadania pela trajetória de luta que universalmente escreveram nas jornadas contra a selvageria do capitalismo em seus primórdios. Mas jamais se poderiam credenciar à condição de entes sagrados, eis que como todas as criações humanas são passíveis de deformações. Concebidos para transformar a fraqueza em força por meio da coesão de seus membros, teriam, em condições normais do ideal republicano, uma única fonte de subsistência: a que fosse aportada pela contribuição de seus filiados ou pela cidadania, jamais a que proviesse do erário público ou compulsoriamente recolhida de membros das categorias. A proteção estatal dos sindicatos e das associações de classe em geral tem o poder de desnaturá-las irremediavelmente. O Estado não pode, sob pena de desmentir sua essência, patrocinar a criação ou o fortalecimento de instrumentos de pressão contra si próprio porque ao fazê-lo para alguns e não para todos de forma igualitária, estará promovendo o compadrio no meio político. Palmar que entre o órgão de classe e o governo que o apoia forme-se vínculo de feição proselitista e eleitoral. Tem-se aí de corpo presente o peleguismo que tanto contaminou a era Vargas entre nós e o peronismo na Argentina.
Pode haver falsidade no que diz ou escreve um pensador, mas jamais poderá faltar sinceridade na sua mente ou no seu coração.
Os sindicatos merecem todo o apreço da cidadania pela trajetória de luta que universalmente escreveram nas jornadas contra a selvageria do capitalismo em seus primórdios. Mas jamais se poderiam credenciar à condição de entes sagrados, eis que como todas as criações humanas são passíveis de deformações. Concebidos para transformar a fraqueza em força por meio da coesão de seus membros, teriam, em condições normais do ideal republicano, uma única fonte de subsistência: a que fosse aportada pela contribuição de seus filiados ou pela cidadania, jamais a que proviesse do erário público ou compulsoriamente recolhida de membros das categorias. A proteção estatal dos sindicatos e das associações de classe em geral tem o poder de desnaturá-las irremediavelmente. O Estado não pode, sob pena de desmentir sua essência, patrocinar a criação ou o fortalecimento de instrumentos de pressão contra si próprio porque ao fazê-lo para alguns e não para todos de forma igualitária, estará promovendo o compadrio no meio político. Palmar que entre o órgão de classe e o governo que o apoia forme-se vínculo de feição proselitista e eleitoral. Tem-se aí de corpo presente o peleguismo que tanto contaminou a era Vargas entre nós e o peronismo na Argentina.
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