Nestas quase oito décadas em que estou por aqui,
vivendo como todos a dupla condição de expectador e ator, muita coisa
vi, apesar de meus escassos meios. Entre elas perceber que o sorriso já
não é o que foi. Houve tempo em que ele, como toda a flor, não surgia à
toa. Terra, semente, planta precedem a flor; ao sorriso, precedia o
sentimento.
Por algo alguém sorria: afeto, amor, deslumbramento, ajuda, coisas assim faziam-no aflorar. Mas o mercado o descobriu e o fez vetor de infindáveis produtos.
Tudo o que se quer impor, lastreando o consumo alucinado, vem envolto nele. Não raro até a desgraça do incêndio, ou a brutalidade do terror, vêm depois do sorriso.
Por algo alguém sorria: afeto, amor, deslumbramento, ajuda, coisas assim faziam-no aflorar. Mas o mercado o descobriu e o fez vetor de infindáveis produtos.
Tudo o que se quer impor, lastreando o consumo alucinado, vem envolto nele. Não raro até a desgraça do incêndio, ou a brutalidade do terror, vêm depois do sorriso.
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