Há uma mentira palpável no índice de emprego oferecido pelo governo.
Como é sentido o frio, a fome, a dor de um ferimento, qualquer de nós,
sem precisar de nenhum dado, percebe que quando a nação chega ao caos,
com os serviços fundamentais em franco colapso, quando a corrupção
escapa do real para invadir o fantasmagórico, quando não há fundos para
honrar os juros da dívida pública não pode o Brasil exibir a risonha
taxa de 4,6 por cento de desempregados. Desse torpor nos tira o drama de
Charqueadas: mil irão para a rua sem que a empreiteira que os empregou
tenha meios de pagar as verbas rescisórias.
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