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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

NO EVANGELHO DE MATEUS - publicado no facebook no dia 24 de novembro.

Na célebre parábola do vinho disse Jesus: “ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho, porque o remendo tira parte do vestido, e fica maior a rotura. Nem se põe vinho novo em odres velhos; de outro modo arrebentam os odres, e derrama-se o vinho, e estragam-se os odres. Mas vinho novo é posto em odres novos, e ambos se conservam”.
Com as devidas escusas ao sentimento religioso dos leitores, tomo as palavras do nazareno em sentido político, pragmático, diria prático até, com vistas à euforia de muitos ante o anúncio de pessoas sérias e bem-intencionadas a compor o ministério de Dilma Rousseff para o próximo quatriênio. Essas pessoas, vinho novo - tão certo quanto a igualdade dos ângulos da base do triângulo isósceles- irão entrar em violenta rota de colisão com a “base aliada” e as sonhadas medidas saneadoras serão sepultadas pelo fragor da batalha que se travará entre o fisiologismo majoritário e a isolada mandatária.
De outra parte, não se pode exigir das hostes que resolutamente se opõem ao lulopetismo, um colaboracionismo que lhe dê sobrevida, que lhe dê alento para que se recomponha e volte a atacar com redobrado ânimo, encobrindo com jargões socializantes a mais sórdida bandidagem.

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