A
agitação juvenil, batizada de rolezinhos, que se organiza nas redes sociais e
se dirige aos Shoppings Centers, tem se mostrado rica como campo de ensaio para
um sem fim de teses: antropológicas, sociológicas, psicológicas, éticas,
artísticas e, sobretudo, políticas. Já
visível ao tempo das cavernas? Fenômeno típico da era da informática? Ascensão
horizontal da classe C em direção à B? Moderna visão da velha “luta de
classes?” Vá saber, não?
Mas
de algo tenho uma visão muito clara: os homens que lidam com os shoppings não
estão brincando. Investiram milhões que lhes custaram muito porque, por uma
percepção natural, própria dos que nasceram para a coisa, viram que havia
multidões que se compraziam em frequentar ambientes limpos e frescos, para
deslumbrarem-se com as vitrines, desfrutarem de todo um cenário nouveau riche,
jardins improváveis, pisos deslumbrantes, tudo novo, sem história, como para
vender artigos e ilusões a um só tempo.
Jamais
passaria pela cabeça dos proprietários desses monumentais conglomerados de
lojas discriminarem quem quer que seja, porque, pragmáticos por natureza, sabem
que isso não pode ser feito nos dias de hoje. Seu negócio é ganhar dinheiro e
não fomentar demandas.
Resulta
claro assim, de uma clareza de doer, que naquele clima, o dos shoppings digo,
não cabem buliçosas invasões de qualquer natureza, sequer a de um séquito de
irmãs carmelitas quanto mais as de jovens que tanto podem almejar um beijo como
um saque a mão armada.
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