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domingo, 26 de janeiro de 2014

OS ROLÊS NA VISÃO DE SANCHO

A agitação juvenil, batizada de rolezinhos, que se organiza nas redes sociais e se dirige aos Shoppings Centers, tem se mostrado rica como campo de ensaio para um sem fim de teses: antropológicas, sociológicas, psicológicas, éticas, artísticas e, sobretudo, políticas.  Já visível ao tempo das cavernas? Fenômeno típico da era da informática? Ascensão horizontal da classe C em direção à B? Moderna visão da velha “luta de classes?” Vá saber, não?
Mas de algo tenho uma visão muito clara: os homens que lidam com os shoppings não estão brincando. Investiram milhões que lhes custaram muito porque, por uma percepção natural, própria dos que nasceram para a coisa, viram que havia multidões que se compraziam em frequentar ambientes limpos e frescos, para deslumbrarem-se com as vitrines, desfrutarem de todo um cenário nouveau riche, jardins improváveis, pisos deslumbrantes, tudo novo, sem história, como para vender artigos e ilusões a um só tempo.
Jamais passaria pela cabeça dos proprietários desses monumentais conglomerados de lojas discriminarem quem quer que seja, porque, pragmáticos por natureza, sabem que isso não pode ser feito nos dias de hoje. Seu negócio é ganhar dinheiro e não fomentar demandas.
Resulta claro assim, de uma clareza de doer, que naquele clima, o dos shoppings digo, não cabem buliçosas invasões de qualquer natureza, sequer a de um séquito de irmãs carmelitas quanto mais as de jovens que tanto podem almejar um beijo como um saque a mão armada.

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