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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

POR SER VERDADE


Ex-marxista, renegado resoluto que sou, julgo-me insuspeito para declarar imprópria a imputação de comunistas, dirigida à súcia de bandoleiros que assaltou o erário público. Lula, Sarney, Jader Barbalho, Vaccari, José Dirceu, comunistas? É mais fácil encontrar traços da defunta doutrina no pensamento de Cristiano Ronaldo, Xuxa Meneguel ou Gisele Bündchen do que na confraria dos inquilinos e candidatos à Papuda.
Os regimes, levados à pratica, inspirados na doutrina de Marx, cometeram horrores que me dispenso de enumerar. Igualaram em perversidade os praticados por Hitler o que deixa entrever que para nada importa o viés à esquerda ou à direita. Ambos confundem-se na matriz hedionda que lhes é comum: destruir o ideal democrático penosamente conquistado ao longo da história.
Nosso continente, por boa parte do século passado, foi bordado de ditaduras de direita, que assassinaram, pilharam, prenderam e deportaram. Anastasio Somoza, Porfírio Dias, Augusto Pinochet, Rafael Trujillo, entre muitos outros; por vinte anos no Brasil, por mais de dez na Argentina, generais sucederam-se no poder sem a unção do voto.
Os irmãos Castro em Cuba, solitariamente,
exibem, ainda que falsa, uma desculpa ideológica. Como falsa era a doutrina conservadora dos ditadores de direita. Em Cuba todos os meios de produção foram expropriados. Para provar que nem o temor ao ridículo os detinha, os Castro estatizaram até carrocinhas de cachorro-quente. Suprimiram a Imprensa e erigiram o marxismo como seita de Estado.
Mas o que exibem os populistas da Venezuela, Argentina, Bolívia, Equador, Brasil? Não exibem nada porque seus verdadeiros motivos são inconfessáveis.
Comunistas? Se alguém adepto dessa utopia os segue, o faz certamente porque ignora os fundamentos da seita que julga professar. Comunistas? A primeira providência que tomaram Lula e seu festeiro propagandista Duda Mendonça, na eleição de 2001 foi deixar claro para banqueiros, empreiteiros, barões do agronegócio e grão-duques da telefonia que o mundo era belo e inúteis as teorias. Fariam juntos a mais risonha confraria à custa do povão. E fizeram.
A nação despertou e vai pôr fim à farra. Estamos unidos e engana-se crassamente quem imagina que algo bolado por políticos possa impedir a queda desse governo; crasso engano comete por igual quem aposta na impunidade dos bandidos do petrolão; erro pior comete quem alimenta sonhos totalitários. O populismo fez estragos inestimáveis, mas não quebrou os fundamentos de nossa democracia.
As Forças Armadas acabam de dar cristalina demonstração de respeito à constituição ao retirar o mando de um general que se pronunciou sobre o momento político. Cidadãos desarmados têm a prerrogativa de opinar. Soldados detêm o monopólio da força destinada a garantir o direito da cidadania à manifestação do pensamento.
Quem levanta bandeiras pedindo a intervenção de militares no processo político causa grande dano à luta do povo. Fornece aos combalidos guerreiros do sanduíche de mortadela seu único argumento: tachar-nos de golpistas.

2 comentários:

  1. A mais perfeita síntese! bandidos de todos os lados bombardeiam os incautos por meio do facebook, tão ridículas são as manifestações que alguns vendem o Bolsonaro, dono de irretocável bestialidade, como solução para moralizar a política nacional, outros ainda, clamam por um intervenção militar, sem saber que a estrutura e o funcionamento de um governo ditatorial, especialmente o militar, é algo tão insondável quanto a mecânica das estrelas.

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  2. Andei pensando sobre o comunismo e o capitalismo, regime que explora e subjuga trabalhadores em quase todo o mundo, por exemplo, no Brasil, além de matar de fome os povos de países extremamente atrasados, que podem ser considerados como primitivos, como por exemplo, na África negra. Diante disso vejo o capitalismo como uma revolução comunista ao inverso, onde ao invés da divisão da riqueza de um país ser feita para o povo pobre, ela ocorre apenas entre os ricos. Sérgio Teixeira.

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