Perdeu-se já na memória dos povos o consenso de
que quem governa o faz para todos, descabidas fórmulas que discriminem
pobres por ser pobres ou ricos, por ricos. No panelaço que serviu de
fundo para a melancólica “fala do trono” de ontem, em cadeia nacional,
vislumbrou o comando palaciano atenuante para o vexame no fato que,
dizem, o clamor provinha dos bairros de gente abonada. Inspiram- se no
fóssil marxista conhecido como “luta de classes”. Esquecem a
possibilidade de que aos pobres talvez faleçam forças para gritar. A
festa acabou como diz o verso do grande Drummond.
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