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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

LAMA - publicado no facebook no dia 10 de outubro

A palavra lama tem muita força e oferece forte resistência ao desgaste. Vem às mentes sempre que se avoluma o assalto ao dinheiro público, embora, para dizer o óbvio, não esteja livre de ser usada de forma injusta. Mas é interessante observar como analistas, que ainda se inebriam com o rarefeito e sinistro aroma do cientificismo marxista, correm a traçar analogias com acontecimentos do passado, para demonstrar que tudo não passa de velho ardil das elites (antigamente imperialismo norte-americano) para barrar o avanço das “forças progressistas”. Em tosco desenho determinista, pretendendo flagrar similitudes, tacham de lacerdismo a indignação contra a corrupção reinante. Convém lembrar que Lacerda não era o demônio que pretendem, nem Getúlio o deus que veneram. Certo, certíssimo, independentemente de qualquer análise, é que a Petrobras, com a cumplicidade do atual governo está sendo saqueada e nada justifica a esperança de que as demais estatais também não estejam.

Um comentário:

  1. O roubo faz parte do poder; um inglês famoso, lorde Acton, dizia já em 1887 que todo poder corrompe. Rouba-se no Brasil desde quando o Brasil era colônia (D. João 6º, ao voltar para Portugal, esvaziou os cofres do país); roubou-se no mundo comunista (Erich Honneker, o último líder da Alemanha Oriental, acumulou alguns bilhões de dólares), rouba-se no mundo capitalista (Helmut Kohl, que liderou a reunificação alemã, caiu por receber dólares, digamos, não contabilizados). Rouba-se em ditaduras e democracias. Faz parte.

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