Volver diz o tango, voltar digo eu, não sei se num murmúrio de augúrio
ou se de súplica. Voltar a um passado de normalidade, de um mínimo de
concórdia, a um Brasil sem esse histérico apelo à luta de facções; nós
contra eles, índios contra posseiros, negros contra brancos, homo contra
héteros. Voltar a uma corrupção civilizada, como a de tantas outras
nações, onde atacar o cofre público seja um ato temerário e reprovável,
suficientemente raro como para causar espanto. Que o presidente da
república seja um homem comum, respeitado, estimado, mandatário forte,
mas que nunca nos faça esquecer que somos os mandantes. Praza aos céus,
como diziam os antigos.
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