Há uma mentira palpável no índice de emprego oferecido pelo governo.
Como é sentido o frio, a fome, a dor de um ferimento, qualquer de nós,
sem precisar de nenhum dado, percebe que quando a nação chega ao caos,
com os serviços fundamentais em franco colapso, quando a corrupção
escapa do real para invadir o fantasmagórico, quando não há fundos para
honrar os juros da dívida pública não pode o Brasil exibir a risonha
taxa de 4,6 por cento de desempregados. Desse torpor nos tira o drama de
Charqueadas: mil irão para a rua sem que a empreiteira que os empregou
tenha meios de pagar as verbas rescisórias.
João Bosco Abero é advogado e escritor. Participa aos sábados do Programa Visão Geral da Rádio Cultura de Bagé, com comentários sobre política e assuntos gerais.
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quinta-feira, 20 de novembro de 2014
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Publicado no facebook no dia 19 de novembro.
Ouvir Dilma Rousseff dando conselhos aos dirigentes do G20 sobre como
devem conduzir seus países é algo que nos faz duvidar de nossa própria
sanidade. Estaremos sonhando ou em vigília? Se no segundo caso, haverá
correspondência entre o que nossos sentidos nos indicam e o que
realmente ocorre?
Em nada exagero meus amigos. É de causar espanto às pedras alguém cujo país parou de crescer e tem os mais acanhados índices de desenvolvimento social do planeta, arvorar-se em conselheira de chefes de estado de nações como a Alemanha, Inglaterra, Japão para só enumerar algumas, e não as maiores, potências econômicas do planeta.
Em nada exagero meus amigos. É de causar espanto às pedras alguém cujo país parou de crescer e tem os mais acanhados índices de desenvolvimento social do planeta, arvorar-se em conselheira de chefes de estado de nações como a Alemanha, Inglaterra, Japão para só enumerar algumas, e não as maiores, potências econômicas do planeta.
terça-feira, 18 de novembro de 2014
SANDICES - publicado no facebook no dia 18 de novembro.
Em tempos como o de agora, em que cobras e lagartos deixam de ser
metáfora, cresce de forma assustadora a produção de tolices, de
asneiras, de estultices, besteiras... Enfim, tiradas da mais valente
imbecilidade. Não se diga que elas já abundam mesmo em épocas de doce
platitude; é verdade. Mas quando a panela ferve, não só se tornam
torrenciais como partem de quem não se esperaria. Nada menos que o
experimentado, culto, e sobretudo ladino, Vice-Presidente da República
Michel Temer. Pressionado a dizer algo em defesa do PMDB, de que é
presidente de honra e mais graduado representante, sobre o foragido
Fernando Baiano denunciado como ligação entre a caixinha da Petrobras e o
partido, o mestre em Direito Constitucional saiu-se com esta: o PMDB
não tem nenhum agente ligado a Petrobras. Poderá alguém, eventualmente,
estar envolvido. O partido institucionalmente não tem nada a ver com
esse escândalo.
Vê-se por aí que podemos nos tranquilizar. O PMDB não tem em seu estatuto, norma diretiva, resolução, ata, ou qualquer outro papel timbrado da sigla qualquer indicação de que o Sr. Fernando Baiano tenha sido nomeado como estafeta para carregar dinheiro roubado para o partido.
Vê-se por aí que podemos nos tranquilizar. O PMDB não tem em seu estatuto, norma diretiva, resolução, ata, ou qualquer outro papel timbrado da sigla qualquer indicação de que o Sr. Fernando Baiano tenha sido nomeado como estafeta para carregar dinheiro roubado para o partido.
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
SEITA E DEGOLA. Publicado no facebook no dia 17 de novembro.
Há quem mate em nome de Deus. Quem isso faz está inteiramente dominado
pelo demônio. Não sei se o diabo existe, mas se existir estará aí.
Somente um mal supremo, que nem a imaginação abarca, pode levar alguém a ato tão cruel. E o pior é o que se ouve, a explicar o inexplicável. Os negócios, dizem, os grandes conglomerados industriais e bancários, a maldade do mundo, a insanidade do consumismo seriam as causas das degolas. Ou nada disso: a interpretação sacrílega do texto sagrado seria o motivo. Tudo para não admitir-se, lisamente, que a estupidez do homem não conhece limites.
Somente um mal supremo, que nem a imaginação abarca, pode levar alguém a ato tão cruel. E o pior é o que se ouve, a explicar o inexplicável. Os negócios, dizem, os grandes conglomerados industriais e bancários, a maldade do mundo, a insanidade do consumismo seriam as causas das degolas. Ou nada disso: a interpretação sacrílega do texto sagrado seria o motivo. Tudo para não admitir-se, lisamente, que a estupidez do homem não conhece limites.
domingo, 16 de novembro de 2014
Publicado no facebook no dia 16 de novembro.
No Visão Geral de sábado duas lacunas: esqueci de comentar sugestão de
Luis Carlos Porcellis para que incluísse os Cartões Corporativos, essa
farra obscena de desperdício e malversação, no alvo de investigações
necessárias e explicar por que não incluí a OAB entre as colunas do
exército que enfrenta a corrupção. É que após negativa de inscrição a
Joaquim Barbosa, entre "otras cositas" que merecem comentário aparte, a
velha e gloriosa OAB não é mais aquela.
sábado, 15 de novembro de 2014
Publicado no facebook no dia 15 de novembro.
Uma
década faz que em nosso humilde canto no VISÃO GERAL do Muza, em
participação aos sábados ao meio dia, sentenciamos: no dia em que
abrirem a caixa-preta da Petrobras o mundo virá abaixo. Abriram.
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
DO DRAMA À FARSA - publicado no facebook no dia 13 de novembro.
Nos sombrios anos de ditadura militar o Brasil foi visitado por um
perito em tortura, treinado pela CIA para adestrar nossos rapazes do
DOPS na satânica arte de arrancar confissões. Chamava-se Dan Mitrione e
foi executado no Uruguai pelos tupamaros. A grande democracia do norte,
deformada pelas pressões da guerra fria, mandava esses monstros para
fortalecer repulsivas ditaduras.
Agora é uma infeliz nação do Caribe, ocupada por uma súcia de delinquentes, quem nos envia perito em terror para adestrar “ativistas” do MST. Registre-se que esses denodados militantes vivem a custa do governo que contestam. É como, caro leitor, se eu lhe pagasse para jogar pedras em minhas vidraças. Chistoso não?
Suplico que a ninguém ocorra “contextualizar” com o papo que lá era a direita torturando a esquerda e que, aqui, é a esquerda justiçando a direita. Não, por favor, não ultrapasse esse limite.
Agora é uma infeliz nação do Caribe, ocupada por uma súcia de delinquentes, quem nos envia perito em terror para adestrar “ativistas” do MST. Registre-se que esses denodados militantes vivem a custa do governo que contestam. É como, caro leitor, se eu lhe pagasse para jogar pedras em minhas vidraças. Chistoso não?
Suplico que a ninguém ocorra “contextualizar” com o papo que lá era a direita torturando a esquerda e que, aqui, é a esquerda justiçando a direita. Não, por favor, não ultrapasse esse limite.
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