Tem
se mostrado recorrente alegação dos governistas de que à oposição faltam
propostas. Verdade? Será mesmo disto que se trata? Difícil entender que a um
conjunto de forças políticas faleçam propostas, visto que estas, em grande
profusão e perfeição crescente, podem ser obtidas a custos relativamente
modestos mediante contratação de técnicos competentes. Serviriam, a nosso ver,
se a ideia fosse travar batalha de projetos a se entrecruzarem nos céus da
multimídia.
Não são propostas, primacialmente, que
ganham adesão, são exemplos. É a conduta honrada e eficiente na gestão pública
que credencia os dirigentes. Afora isto, o proselitismo soe ser obtido mediante
distribuição irresponsável de bondades sem retorno, sem a fonte multiplicadora
que as sustente, como o subsidio a tarifas, a distribuição de cargos inúteis, a
abundância acintosa de mordomias, a facilitação dos delitos contra o erário.
Guerra de propostas? Nada nos parece mais alienante.
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